Um time em ótimo momento e muito próximo de se sagrar campeão brasileiro contrastando com um cenário político conturbado e de muitas incertezas. No meio disso está o presidente Andrés Sanchez. A pouco menos de um mês de deixar o cargo, fato que acontecerá no próximo dia 15, o mandatário do Corinthians tenta ficar mais próximo da equipe para, assim, evitar que os problemas de bastidores possam interferir ou mesmo serem usados como argumento em caso de insucesso dentro de campo.
Para mostrar mais sintonia com a equipe, o presidente alvinegro tem aparecido com mais frequência no CT do Parque Ecológico, além de falar mais com a imprensa.
Foram duas vezes somente em novembro, mesmo que sua aparição não seja, oficialmente, para dar nenhum tipo de declaração oficial, mas sim para responder aos jornalistas e evitar os boatos, como chegou a afirmar no início do mês.
Foram duas vezes somente em novembro, mesmo que sua aparição não seja, oficialmente, para dar nenhum tipo de declaração oficial, mas sim para responder aos jornalistas e evitar os boatos, como chegou a afirmar no início do mês.
“Temos tudo para ganhar, mas faltam três jogos. Nunca me meti no time de futebol. O que posso fazer é estar mais presente”, disse Andrés, que mesmo criticando os seguidos questionamentos sobre a política, admitiu que a movimentação nos bastidores pode acabar respingando na equipe de futebol.
“Se ganhar, não teve reflexo. Se perder, vão usar. A parte política não interfere nada, mas fico triste de pessoas entrarem na Justiça, pois é triste para o Corinthians”, completou o mandatário alvinegro.
O novo desafeto de Andrés dentro do clube é o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Senger. Insatisfeito por uma suposta demora para que uma reunião para definição de assuntos sobre a eleição de fevereiro do próximo ano fosse marcada, o próprio mandatário agendou a reunião, que ocorreu na última quinta-feira.
Essa atitude desagradou Senger, que entende que apenas ele poderia ter convocado os conselheiros. Diante disso, o presidente do Conselho entrou na Justiça tentando anular a reunião, ação sem sucesso. O estrago, no entanto, já foi feito, com Sanchez e Senger, antigos aliados, trilhando agora caminhos distintos politicamente.
Curiosamente, em outubro, Andrés provocou polêmica ao chamar o Conselho Deliberativo de câncer. A questão foi explicado no início do mês, mas desta vez a briga com Senger foi relacionada a este fato e, novamente, ganhou um desmentido por parte do presidente corintiano.
“Eu não chamei o Conselho de câncer. Isso só saiu quando pagaram uma matéria [a oposição comprou um anúncio em um jornal para criticar a frase de Andrés, fato que causou a repercussão]. Tive um câncer há um ano, a mãe dos meus filhos não tem os dois seios. Usaram uma frase fora de contexto, politicamente e de má intenção”, completou Andrés.